O Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, está nesta sexta-feira em Paris onde foi recebido esta tarde no Palácio do Eliseu pelo seu homólogo Emmanuel Macron.
Em cima da mesa das discussões estava a situação nos Grandes Lagos onde, apesar da assinatura de um acordo de paz entre a RDC e o Ruanda sob a égide de Washington, a violência continua no terreno.
Quase um ano depois das milícias M23 se terem apoderado de Goma e de Bukavu, no leste da RDC, levando a uma intensificação dos esforços internacionais para estancar a crise política e humanitária daí resultante, chegou a hora dos primeiros balanços.
Neste sentido, as trocas entre Tshisekedi e Macron deviam incidir hoje não só sobre o activismo da França no seio do Conselho de Segurança da ONU a favor da RDC, mas também sobre os primeiros resultados da conferência de Paris de 30 de Outubro de 2025 sobre os Grandes Lagos.
Segundo Paris, dos 1,5 mil milhões de Euros anunciados nessa cimeira por 70 Estados e organizações internacionais, o conjunto dos financiamentos humanitários de emergência, ou seja, 850 milhões de euros, já foi efectivamente desembolsado.
Em cima da mesa, está igualmente a situação vigente no terreno. Apesar de ter sido assinada no papel, a paz não é efectiva. Neste sentido, a França tem apelado a um diálogo nacional na RDC para aplanar os antagonismos ainda existentes, entre o executivo congolês e as milícias que acusa de serem apoiadas por Kigali.
“Kigali vai ser obrigado” a cumprir o que ficou estipulado no acordo de paz, considerou ainda hoje Kinshasa, que diz contar com Washington, mediador do conflito, para forçar Paul Kagamé a respeitar os seus compromissos.
Esta questão foi precisamente abordada ontem na Câmara dos Representantes, onde a subsecretária adjunta para os assuntos africanos Sarah Troutman foi ouvida pelos eleitos.
Sobre o tipo de sanções que a administração Trump pretende adoptar para forçar Kigali a respeitar o Acordo de Paz, a responsável admitiu que “todas as opções estão em cima da mesa”.
RFI