A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos de Moçambique – APSUSM anunciou, esta segunda-feira (02), que não irá compactuar com o que considera serem “falsidades do Governo” e confirmou a manutenção da greve, que já atinge cerca de 80% das unidades sanitárias em todo o País.
A associação exige o pagamento integral do 13.º salário, em oposição aos 40% anunciados pelo Governo, bem como a melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde e das condições de atendimento aos utentes nas unidades sanitárias.
Falando ontem, em conferência de imprensa, o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, afirmou que a paralisação está a ter um impacto significativo no funcionamento do sistema nacional de saúde.
“A APSUSM afirma, com base nas informações recolhidas nas delegações provinciais, distritais e locais, que a greve atingiu cerca de 80% em todo o território nacional, reflectindo-se numa redução significativa do funcionamento do Sistema Nacional de Saúde. Quando uma unidade sanitária distrital ou local reduz ou paralisa os seus serviços, toda a rede de referência entra em colapso”, explica.
Ao detalhar os motivos da paralisação, Anselmo Muchave, citado pela RFI, reafirmou a determinação dos profissionais de saúde em manter a greve. “A nossa greve continuará firme e continuaremos a lutar pelos nossos direitos, nomeadamente pelo pagamento de 100% do nosso 13.º salário. A nossa luta também é pelo melhoramento das unidades sanitárias e dos serviços prestados, para evitar situações humilhantes, em que pessoas viajam para a Europa em classe executiva e regressam sem condições dignas”, reitera.
A APSUSM anunciou uma greve de 30 dias, iniciada a 16 de Janeiro, de âmbito nacional, reiterando que só irá suspender a paralisação mediante uma resposta concreta do Governo às reivindicações apresentadas.
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