O estúdio Nyamako, na África do Sul, lançou hoje o vídeo-jogo Relooted, que se desenrola numa saga de procura e recuperação de objectos africanos roubados no continente africano e lavados para países ocidentais.
O jogo tem como ponto de partida uma hipotética queda do Tratado Transatlântico de Devolução, com os museus que reúnem tais artefactos e tesouros a tentar, a todo o custo, esquivar-se das promessas de devolução.
Relooted traz 70 desses artefactos – existentes na realidade, e de enorme importância cultural, histórica e espiritual para os povos de quem foram retirados–, e devem ser saqueados “em uma nova forma de diplomacia, mais furtiva”.
O “jogo de assalto futurista africano” revela vários personagens ao longo do jogo, mas os destaques vão para a especialista em artefactos, a Prof. Grace, os seus netos, Nomali e Trevor, e seu ex-aluno, Etienne. Eles não são motivados por dinheiro, mas sim por objectivos que mudam constantemente. É uma história de assalto diferente: não há um grande pagamento no final do roubo e os personagens não têm antecedentes criminais.
As principais características do jogo são: realizar assaltos com sucesso, recorrendo a skills de parkour; recrutar uma equipa, sendo que cada um tem sua habilidade distinta; explorar um cenário futurista na África do Sul, com imagens de partes de Joanesburgo projectadas no futuro, recuperar artefactos reais.
O jogo de acção, que utiliza captura de movimentos e animações cinematográficas, foi desenvolvido para computadores e consoles – o que significa que não vai atrair muitos jogadores na África, onde a maioria das pessoas joga em smartphones por serem mais acessíveis. O público-alvo principal é a diáspora africana. Veja o trailer oficial aqui.