Cyril Ramaphosa vai mobilizar militares para combater crime organizado

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, assegurou que enviar, dentro de alguns dias, um contingente militar para combater a grave crise de criminalidade no país. A informação foi avançada esta quinta-feira (12), durante o seu discurso sobre o estado da nação.

“O crime organizado é agora a ameaça mais imediata à nossa democracia, à nossa sociedade e ao nosso desenvolvimento económico”, afirmou Ramaphosa, sublinhando que “o custo da criminalidade é medido em vidas perdidas e futuros interrompidos. É também sentido no medo que permeia a nossa sociedade e na relutância das empresas em investir”.

Segundo uma publicação da DW África e Reuters, em 2026, a base de dados online Numbeo revelou que Pietermaritzberg, Pretória, Joanesburgo, Durban e Port Elizabeth são as cinco cidades mais perigosas da África do Sul, com a Cidade do Cabo, destino turístico internacional, a ocupar o sexto lugar.

De acordo com o Índice Global de Crime Organizado, a África do Sul ocupa o 7.º lugar entre 193 países no que diz respeito ao crime. Em comparação, a Austrália ocupa o 152.º lugar no índice.

“Os grupos de estilo mafioso na África do Sul têm uma presença de longa data no panorama do crime organizado, particularmente através de gangues de rua, gangues prisionais e redes de extorsão, que operam em mercados ilícitos”, é referido no perfil sobre a África do Sul.

A Câmara de Comércio e Indústria do Cabo afirmou, num relatório publicado em setembro passado, que no ano fiscal de 2024-2025 a África do Sul registou uma média de 64 homicídios por dia – mais do que os EUA, apesar de ter uma população inferior a um quinto da população americana.

 

(Foto DR)

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