O Secretário-Geral (SG) da Frente de Libertação de Moçambique, Chakil Aboobacar, reconhece que o partido está infestado de membros envolvidos em casos de corrupção.
Citado pela Rádio Moçambique a propósito da sua primeira visita à província de Cabo Delgado, advertiu que a formação política está atenta aos casos e vai tomar medidas contra aqueles que adoptam posturas de retrocesso social. “Não é uma ameaça. É uma constatação”.
“A mensagem que estamos a passar é que não estamos distraídos. Estamos a acompanhar e vamos tomar medidas, porque a corrupção é um acto que corrói a sociedade, corrompe as instituições, inviabiliza o processo de desenvolvimento do país. Sentimos de forma preocupante que se não tomarmos medidas esse acto possa se cristalizar na sociedade e começarmos a normalizar este processo que é nocivo ao ambiente social. Não é uma ameaça. É uma constatação. Temos consciência de que existem casos de corrupção e que em alguns casos envolvem militantes e camaradas do partido. Por isso estamos a chamar a atenção de que vamos tomar medidas desses casos” disse, na cidade de Pemba.
O SG vai, em quatro dias, visitar alguns distritos da província, prevendo-se que mantenha encontros com membros e simpatizantes do partido para reforçar as orientações centrais e avaliar o funcionamento das estruturas locais da formação política.
“Além da nossa visita de trabalho, viemos trazer solidariedade, e transmitir à população de Cabo Delgado que não está só, apesar dos desafios que enfrenta face a agressão terrorista” referiu.
Por outro lado, manifestou satisfação pelo recente anúncio oficial da retomada do projecto Mozambique LNG, de exploração de gás- natural liquefeito, na bacia do Rovuma.
“É um sinal significativo de que a situação tende a normalizar-se” afirmou.
[mailpoet_form id=”3″]