Um dos maiores escritores da literatura portuguesa contemporânea, António Lobo Antunes, morreu, hoje, aos 83 anos. A imprensa portuguesa não avançou ainda as causas da morte, já confirmada pela editora Dom Quixote.
Nascido em Lisboa, em 1942, o escritor – que estudou Medicina e especializou-se me Psiquiatria – publicou várias obras, entre as quais “Memória de Elefante” e “Os Cus de Judas”, ambas em 1979. A seguir vieram obras como “Fado Alexandrino”, “Auto dos Danados”, “As Naus”, “Manual dos Inquisidores”, “O Esplendor de Portugal” ou “Exortação aos Crocodilos”. Ele tem mais de três dezenas de romances.
Diz a média que a sua escrita foi decisivamente marcada pela experiência em Angola onde trabalhou como médico militar durante a Guerra Colonial.
Os prémios que venceu foram vários, dentre os quais Prémio Camões em 2007 e do Prémio Europeu de Literatura em 2001. Já foi cogitado como possível vencedor do Premio Nobel da Literatura.
A editora Dom Quixote lamentou a morte do escritor António Lobo Antunes, aos 83 anos, e reafirmou o seu compromisso com a divulgação e promoção de uma obra “cuja importância ultrapassou fronteiras”.
“Foi com profunda tristeza, e ainda a recuperar do choque, que recebemos a notícia, esta manhã, da morte de António Lobo Antunes, nome maior da literatura portuguesa, autor de romances que ficarão para sempre na memória dos seus leitores e admiradores”, escreve a CNN citando a editora de sempre do escritor.