O Serviço Nacional de Migração (SENAMI) assegurou estar em prontidão para responder ao movimento de pessoas e bens, nas fronteiras nacionais, no âmbito da Operação Páscoa 2026. Com efeito, o SENAMI activou pontos de controlo de atendimento em regime de fronteiras de paragem única, visando criar fluidez na transitabilidade.
A porta-voz da Operação Páscoa 2026, Carmen Mazenga avançou que “algumas fronteiras vão obedecer novos horários de funcionamento”.
Moçambique lançou, na última sexta-feira (27), a campanha de promoção da Páscoa, prevendo um aumento significativo do fluxo turístico durante a quadra pascal em curso, estimando a circulação de até 250 mil turistas nacionais e a entrada de cerca de 55 mil visitantes estrangeiros em todo o País.
A campanha em curso visa dinamizar os principais corredores turísticos moçambicanos, com o objectivo de atrair mais visitantes nacionais e da região, consolidando a trajectória de recuperação do sector.
Segundo o governante, “o volume de turistas nacionais deverá situar‑se entre 220 mil e 250 mil, o que representa um crescimento entre 12% e 18% face ao período homólogo de 2025. No segmento internacional, a previsão aponta para a entrada de 35 mil a 55 mil visitantes, traduzindo um aumento entre 8% e 12%”, avançou o secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar, aquando do lançamento da campanha.
Na ocasião, Fredson Bacar afirmou que no que respeita à taxa de ocupação hoteleira, as autoridades antecipam níveis médios entre 60% e 75%, com maior pressão nos principais destinos costeiros, nomeadamente nas províncias de Inhambane, Maputo (no Sul de Moçambique) e Cabo Delgado (Norte).
Apesar dos desafios que o sector continua a enfrentar, entre eles, os impactos dos protestos pós‑eleitorais de 2024 e os efeitos de fenómenos naturais, que condicionaram o desempenho turístico recente, as expectativas, segundo o governante, apontam para um crescimento das receitas turísticas na ordem dos 15% a 20%.
Ainda assim, o responsável sublinhou sinais de recuperação gradual da procura interna, referindo existir uma tendência de aumento do tempo médio de estadia. “Se antes os turistas permaneciam entre um a três dias, há indicações de que, neste período, poderão prolongar a estadia para quatro ou cinco dias, impulsionados pelo aumento das reservas”, concluiu.
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