A NASA divulgou, na sexta-feira (03), as primeiras imagens de alta resolução da Terra, captadas pela tripulação da Artemis II ao passar pelo ponto médio entre a Terra e a Lua. As imagens foram captadas pelo comandante da missão, Reid Wiseman.
“Façam uma pausa com a tripulação da Artemis II enquanto observam o nosso planeta natal, visto através da janela da cápsula Orion. Somos nós, juntos, a olhar para os astronautas que viajam até à Lua, em nome de toda a humanidade”, escreveu a NASA nas redes sociais, onde mostra as imagens.
Recorde-se que a Orion deixou, na quinta-feira (02), a órbita terrestre e iniciou a viagem rumo à lua, tornando-se a primeira missão tripulada a atingir a órbita do satélite natural em mais de 50 anos.
Na sexta-feira, a cápsula estava a 100 mil milhas (160 mil quilómetros) da Terra, um marco que torna os quatro astronautas da Artemis II os primeiros seres humanos a saírem da órbita do ‘planeta azul’ desde que a tripulação da Apollo 17 viajou para a Lua em 1972.
Segundo a NASA, os tripulantes da Orion – o comandante da missão, Reid Wiseman, e os astronautas Victor Glover, Jeremy Hansen e Christina Koch – estão bem e com um ânimo excelente.
De acordo com uma publicação do Notícias ao Minuto, esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.
Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, e tornando-se nos humanos que viajaram mais longe da Terra.
Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que estes funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.
As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.
A trajectória seguida pela Orion é a designada “retorno livre”, o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.
A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o qual a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.
(Foto DR)