Apesar da forte queda dos preços do petróleo após os Estados Unidos e o Irão terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas, a Europa ainda não pode respirar de alívio devido ao impacto duradouro no fornecimento de energia de que o bloco depende em grande medida.
A guerra no Irão e o encerramento do Estreito de Ormuz desencadearam a maior perturbação de abastecimento na história do mercado petrolífero mundial, escreve a Euronews, citando dados da Agência Internacional de Energia (AIE).
A mesma fonte adianta que os ataques contra instalações no Golfo deverão ter um impacto de vários anos no fornecimento de gás.
A Europa é significativamente afetada, embora apenas uma pequena parte do petróleo e do gás chegue diretamente através do estreito de Ormuz, que esteve na prática sob controlo e em grande medida bloqueado pelas forças iranianas até ao cessar-fogo.
A reabertura do estreito foi uma condição inegociável do cessar-fogo, já que este ponto de estrangulamento é essencial para o transporte mundial de petróleo e de GNL.
Em 2025, quase 15 milhões de barris de petróleo bruto por dia passaram pelo estreito, segundo a AIE.
Deste volume, cerca de 600 mil barris por dia, ou apenas 4%, tiveram como destino a Europa, face às necessidades diárias da UE de 13 milhões de barris.
Mesmo assim, uma queda rápida dos preços dos combustíveis na Europa é pouco provável, mesmo que, após o cessar-fogo, seja alcançado um acordo de paz.