O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse esta terça-feira (14) que o Papa Leão XIV não compreende o que se passa no Irão, em declarações por telefone ao diário italiano Corriere della Sera.
Em resposta às críticas reiteradas do líder da Igreja Católica à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, Trump afirmou que o Papa “não faz ideia do que se está a passar no Irão”. Segundo Trump, Leão XIV não entende que o Irão representa uma ameaça nuclear.
“Ele não compreende e não deveria andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não compreende que 42 000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado”, argumentou o chefe de Estado norte-americano, numa publicação da SIC Notícias.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de Fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.
Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.
A 2 de Março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.
Washington e Teerão acordaram na noite de 7 de Abril um cessar-fogo de duas semanas, período destinado a negociações assentes num plano de dez pontos apresentado por Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.
O plano iraniano inclui o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.
Desde 28 de Fevereiro, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1332 mortos, entre os quais o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e mais de 10 000 feridos, mas pararam a 5 de Março de actualizar o balanço oficial.
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