O líder da Igreja Católica, Papa Leão XIV chegou este sábado a Angola, naquela que é a terceira etapa da sua visita a África. O sumopontífice criticou aquilo que chama de “lógica extrativista” e defendeu o fim de modelos de desenvolvimento excludentes e apelou à superação dos conflitos no continente
O Sumo Pontífice afirmou em Luanda que, demasiadas vezes, se olha para “as vossas terras mais frequentemente para tirar algo” e considerou que “é necessário quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria”
Papa Leão sublinhou ainda que África é “uma reserva de alegria e esperança”, destacando que os jovens e os mais pobres “ainda sonham e ainda esperam pelo melhor”.
Outro grande desafio é a necessidade de superar fenómenos de conflitualidade.
Por seu torno, o Presidente angolano, João Lourenço, defendeu a abertura do Estreito de Ormuz pela via negocial e apelou ao Papa para que continue a desempenhar um papel de construtor de pontes.
Para João Lourenço, é urgente que todos os estadistas influentes e figuras públicas com reconhecida autoridade moral atuem conjuntamente para assegurar que, nas relações internacionais, a justiça e o diálogo prevaleçam sobre o uso da força.
Leão XIV é o terceiro Papa a visitar Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009. A visita integra um périplo de dez dias ao continente africano, com passagens pela Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial.
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