O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a postura militar no Golfo Pérsico ao ordenar a triplicação das operações de limpeza de minas no Estreito de Ormuz, numa mensagem directa emitida esta quinta-feira, 23 de abril.
O anúncio, feito através das redes sociais, surge num momento em que a região vive sob um cessar-fogo precário, em vigor desde 8 de abril. A decisão sublinha a determinação de Washington em garantir a livre navegação numa das rotas de energia mais vitais do mundo, por onde transita cerca de 20% do petróleo global.
Na sua publicação, o Presidente Trump foi enfático quanto às regras de engajamento para a Marinha dos Estados Unidos. O chefe de Estado deu ordens explícitas para que qualquer embarcação, independentemente da sua dimensão, identificada a lançar minas no Estreito de Ormuz seja alvo de resposta imediata e letal.
“Ordenei à Marinha dos Estados Unidos que dispare contra qualquer barco, por mais pequeno que seja, que esteja a colocar minas nas águas do Estreito de Ormuz. Não haverá hesitação”, declarou Trump. O governante acompanhou a ordem com um balanço agressivo sobre a capacidade naval iraniana, afirmando que a grande maioria da frota de Teerão foi neutralizada.
Esta nova directiva ocorre no contexto do conflito em larga escala entre o Irão e a coligação EUA-Israel, que se intensificou no início de 2026. Embora as hostilidades diretas tenham diminuído com o cessar-fogo temporário, a tensão mantém-se elevada.
O fecho do Estreito de Ormuz tem gerado volatilidade nos mercados globais de energia e dificuldades no abastecimento de petróleo e gás natural. Enquanto a pressão militar é mantida, Washington tem sinalizado prazos curtos para a reabertura da rota e a continuação das negociações, que deverão prosseguir em Genebra e Washington.
Teerão tem apelado à resistência interna, acusando a coligação de agressão, e mantém a postura de que qualquer avanço nas negociações depende de consultas internas complexas.
A situação no Médio Oriente permanece, nesta quinta-feira, num estado de alerta máximo. A ordem de triplicar o nível das operações de desminagem é vista como um sinal de que os Estados Unidos não estão dispostos a permitir qualquer obstáculo à navegação comercial na zona, mesmo sob o actual cenário de trégua.