A redução na circulação de camiões de carga está a impactar as operações no Porto de Maputo, mas a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) mantém planos de investimento robustos a longo prazo.
A recente escassez de combustível no país está a criar desafios operacionais no Porto de Maputo. Segundo Osório Lucas, director executivo da MPDC, a diminuição da circulação de camiões que realizam o transporte de cargas entre o terminal e os armazéns tem provocado atrasos no manuseamento de navios de carga geral.
A situação é agravada pelo cenário internacional. A tensão no Médio Oriente, incluindo o encerramento do estreito de Ormuz, no Irão, tem provocado subidas no preço do combustível, elevando os custos do transporte marítimo e os valores de frete de navios.
Apesar dos constrangimentos logísticos actuais, o impacto global sobre o desempenho do porto permanece contido. A concessionária assegura que está a monitorar de perto a evolução da situação internacional e a preparar planos de contingência para mitigar possíveis agravamentos.
Segundo o jornal Notícias, em contrapartida à conjuntura actual, os projectos de expansão da concessão seguem conforme o cronograma acordado com o Governo. O compromisso de investimento de 500 milhões de dólares para aumentar a eficiência do porto mantém-se inalterado.
Os projectos prioritários incluem a expansão de terminais focados em carga geral e carvão, na Matola. Além disso, a estratégia passa pela integração logística com os Caminhos de Ferro de Moçambique e a fronteira de Ressano Garcia, bem como a melhoria contínua do quilómetro 4, ponto nevrálgico para o tráfego rodoviário na região.
A conclusão destas intervenções está prevista para 2028, reforçando a aposta da infraestrutura portuária como um pilar estratégico da economia nacional, independentemente das oscilações temporárias no mercado energético global.
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