AMETRAMO nega “atrofiamento de órgãos” e exige fim da justiça popular

A Associação dos Médicos Tradicionais de Moçambique (AMETRAMO) desmentiu publicamente as informações que circulam sobre supostos casos de atrofiamento de órgãos genitais associados a toques ou práticas de feitiçaria. O fenómeno, que tem provocado agitação social em várias regiões do país, é tratado pela agremiação como uma onda de desinformação sem qualquer base factual.

A instituição esclarece que, até ao momento, não foram encontradas evidências concretas que sustentem tais alegações. Segundo a AMETRAMO, tratam-se de especulações perigosas que servem apenas para alimentar o medo e a instabilidade no seio das comunidades moçambicanas.

O maior receio da associação prende-se com a escalada da violência. Em entrevista concedida à TV Sucesso, o representante da AMETRAMO explicou que a instituição condena veementemente o recurso à força bruta e pediu que a população pare de fazer justiça pelas próprias mãos. O porta-voz sublinhou que o espancamento e o assassinato de cidadãos sem provas são actos desumanos que não podem ser tolerados numa sociedade de direito.

A fúria popular, motivada por estes boatos, já resultou em perdas humanas e destruição de bens em algumas zonas de Moçambique. A AMETRAMO reforça que a justiça popular não é solução e que qualquer suspeita deve ser reportada às autoridades competentes para a devida investigação.

Enquanto as autoridades tentam acalmar os ânimos, a associação apela à vigilância contra notícias falsas que circulam nas redes sociais, reiterando que a preservação da vida deve estar acima de qualquer crença infundada.

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