Primeira-dama destaca Alfabetização digital como chave para o desenvolvimento do País

A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, afirmou esta segunda-feira, no distrito de Matutuine, província de Maputo, que a alfabetização continua a ser uma prioridade nacional e que, na era digital, deve ser aproveitada para impulsionar a educação, a inclusão social e a cidadania ativa.

Discursando por ocasião do Dia Internacional de Alfabetização, quer este ano decorre sob o lema “Promovendo a Alfabetização na Era Digital”, Gueta Chapo sublinhou que o país precisa continuar a investir na educação como base do desenvolvimento humano e da coesão social.

Afirmou que a data de 8 de Setembro representa um momento de reflexão e compromisso renovado. “Celebramos hoje, o 8 de Setembro, o Dia Internacional de Alfabetização, que expressa a nossa ambição de tirar o maior proveito das plataformas digitais para a comunicação no ensino e aprendizagem, em função da nossa realidade como grande componente da educação”, disse.

A Primeira-Dama destacou que as tecnologias digitais oferecem oportunidades para aproximar a escola da família e conectar a educação ao mundo. “Por meio delas, é possível aproximar a família da escola e conectar a escola ao mundo.

O dia 8 de Setembro é um momento de despertar”, declarou, acrescentando que a data serve para reflectir sobre os desafios da alfabetização perante as dinâmicas culturais, sociais e económicas da actualidade.

Na qualidade de Presidente do Movimento para a Advocacia, Sensibilização e Mobilização de Recursos para a Alfabetização em Moçambique, a esposa do Presidente da República defendeu que os programas nacionais de alfabetização devem estar alinhados às metas internacionais, de modo a responder às expectativas do público-alvo e contribuir para o cumprimento do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável número 4, que estabelece, até 2030, o aumento do número de jovens e adultos com habilitações relevantes, inclusivas e com competências técnicas e profissionais para o emprego.

Outrossim, apontou como exemplo a execução do Currículo para o Ensino Primário de jovens e adultos, que confere equivalência ao sistema de educação geral e abre caminho para estudos no ensino secundário e técnico profissional.

“Com a implementação deste currículo e outros programas, pretendemos dar aos programas de alfabetização maior relevância e mobilizar os beneficiários para aderirem aos centros de alfabetização”, reforçou.

A Primeira-Dama recordou que o país já registou avanços assinaláveis, reduzindo a taxa de analfabetismo de 93 por cento em 1975 para 39 por cento em 2017.

“Reconhecemos que, como país, registámos passos significativos na redução do analfabetismo”, sublinhando, a seguir, que a alfabetização tem impacto directo no quotidiano dos cidadãos, capacitando-os para enfrentar desafios nas diversas áreas da vida.

“A mesma pessoa fica mais preparada para resolver as questões que ela enfrenta no seu dia-a-dia, seja ela no trabalho, no que desenvolve na machamba, na pastorícia, na pesca e em casa, no negócio também. O combate ao analfabetismo é uma tarefa de todos nós e todos somos convidados a trabalharmos juntos para acabarmos com o analfabetismo no nosso país”, afirmou.

Gueta Chapo aproveitou a ocasião para reforçar o apelo contra uniões prematuras, sublinhando o impacto negativo dessa prática sobre as raparigas e a sociedade.

“Continuamos a apelar aos pais e encarregados de educação para não deixarem as nossas raparigas contraírem uniões prematuras. Apelo mais uma vez porque quando as nossas raparigas unem-se precocemente prejudica o seu desenvolvimento, e não só, prejudica também o seu futuro, o futuro da comunidade e da sua própria família”, alertou.

No fim do seu discurso de ocasião, a Primeira-Dama dirigiu palavras de reconhecimento aos educadores envolvidos na alfabetização.

“Ao terminar, gostaríamos de endereçar uma saudação especial mais uma vez aos nossos alfabetizadores professores pela sua entrega na luta contra o analfabetismo, não poupando sacrifícios para que Moçambique conheça melhores dias no campo da alfabetização, tal como o governo e a sociedade em geral almeja”, concluiu.

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