O Tribunal Judicial da Província da Zambézia determinou a medida de coacção máxima para os três indivíduos detidos por alegado envolvimento no homicídio de Dom Osório Citora Afonso, Bispo da Diocese de Quelimane. Entre os suspeitos cujas prisões foram legalizadas, o grande destaque vai para um sacerdote da Igreja Católica.
Os indiciados — que para além do padre incluem um guarda e um jardineiro afetos à residência episcopal — foram submetidos a um longo e exaustivo interrogatório esta quinta-feira, 11 de Junho, diante de um juiz de instrução criminal. A audição prolongou-se por várias horas sob forte expectativa pública.
De acordo com uma reportagem da STV, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) quebrou o silêncio e pronunciou-se publicamente pela primeira vez sobre o estágio das investigações logo após a sessão em tribunal. As autoridades confirmaram que o prelado foi vítima de uma morte violenta com recurso a uma arma de fogo do tipo AK-M.
Até ao momento, os exames periciais médico-legais e balísticos já foram realizados a partir do projéctil extraído do corpo da vítima e do invólucro recuperado na cena do crime. Estão também em curso análises de ADN e o levantamento de vestígios biológicos para consolidar a prova indiciária.
Embora o SERNIC trate os detidos nesta fase como “potencialmente suspeitos”, o magistrado considerou haver indícios suficientes para manter o padre, o guarda e o jardineiro detidos sob a medida de prisão preventiva enquanto decorrem as restantes diligências investigativas para apurar as reais circunstâncias, os autores morais e materiais, bem como o móbil do crime hediondo que chocou o país.