O Presidente e CEO do conglomerado japonês Mitsui, Kenichi Hori, manifestou, hoje, em Yokohama, no Japão, o interesse em investir no projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, na província de Tete, e no projecto de gás natural liquefeito na Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado.
A intenção de aumentar o investimento da Mitsui em Moçambique foi avançada durante um encontro entre o Presidente da República, Daniel Chapo, o líder do grupo japonês.
Conforme revelou o Chefe de Estado, foram ainda abordadas questões sobre a necessidade de desenvolvimento do corredor de Nacala.
“O Corredor de Nacala ainda carece de investimentos. O Corredor de Nacala pode ir até aos países do interland” disse, notando que a Mitsui já tem investimentos na infra-estrutura.
“Também falámos da nossa missão de transformar Moçambique num hub energético da região” referiu, considerando a posição privilegiada o país em poder fornecer electricidade a países vizinhos que, neste momento, lidam com problemas energéticos.
“Há desafios de electricidade na África do Sul, Zimbabué, eSuatini, Maláui. E Moçambique tem essa vantagem comparativa. Tem uma posição geográfica extraordinária. Temos também fontes para a produção de energia. Temos o Rio Zambeze, onde temos a nossa HCB [Hidroeléctrica de Cahora Bassa]. Queremos avançar para a segunda fase da HCB. Mas também queremos avançar com Mphanda Nkuwa. Sabem muito bem que temos o gás. Estamos a construir várias centrais eléctricas” referiu Chapo, citado pela RM.
Actualmente, a maioria dos investimentos da Mitsui estão centrados nos sectores da logística de escoamento do carvão de Moatize, por via de Nacala e do Corredor de Desenvolvimento de Nacala, bem assim da Central Eléctrica de Ciclo Combinado.
O projecto de geração de electricidade a partir da barragem de Mphanda Nkuwa está orçado em cerca de cinco mil milhões de dólares. Está localizado a cerca de 60 quilómetros à jusante da barragem de Cahora Bassa, no Rio Zambeze. Foi projectado para gerar até 1.500 megawatts de electricidade. Espera-se que aumente a capacidade de produção de energia do país em mais de 50%.
Recentemente em Moçambique, de visita à HCB, o Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, anunciou a disponibilidade de 1.4 milhões de dólares para o projecto de Mphanda Nkuwa.