A Associação dos Profissionais da Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) sugerem a adopção de um plano de emergência destinado a responder aos constrangimentos provocados pela alegada escassez de medicamentos e de material médico-cirúrgico nas unidades sanitárias do País.
A proposta foi apresentada pelo presidente da associação, Anselmo Muchave, durante uma conferência de imprensa realizada ontem em Maputo.
Citado numa publicação da AIM, o responsável manifestou preocupação com as dificuldades enfrentadas pelos profissionais de saúde e pelos utentes em várias unidades hospitalares.
A fonte revelou que a APSUSM tem mantido um diálogo com o Governo sobre a situação do sector, incluindo questões relacionadas com a existência de medicamentos fora do prazo de validade e a insuficiência de fármacos em diversas unidades sanitárias.
Para esta associação, a dimensão dos desafios exige medidas imediatas e defende a implementação de um plano concreto que permita garantir o abastecimento regular de medicamentos essenciais e de material médico-cirúrgico.
De acordo com a APSUSM, os constrangimentos afectam várias unidades sanitárias do país, incluindo hospitais de referência, condicionando a prestação de cuidados de saúde e aumentando a pressão sobre os profissionais do sector.
Além das dificuldades relacionadas com o abastecimento de medicamentos, a associação voltou a chamar a atenção para questões laborais que, segundo afirma, continuam por resolver, entre as quais os atrasos na progressão das carreiras e o pagamento de horas extraordinárias em atraso.
A APSUSM defende que a melhoria das condições de trabalho dos profissionais e o reforço da disponibilidade de medicamentos constituem factores essenciais para elevar a qualidade da assistência prestada à população.