LAM vai reduzir preços dos bilhetes. Uma promessa sem data…

Os novos accionistas da empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) comprometeram-se em baixar os preços dos bilhetes de viagem, sem, contudo, precisar a data de entrada em vigor de novas tarifas.

Toma lá, dá cá! “Já não vendemos bilhetes a crédito” dizem accionistas da LAM

Falando na segunda-feira, em conferência de imprensa, o Presidente do Conselho de Administração dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa Jr., referiu que tal medida está dependente do melhoramento das actuais circunstâncias na companhia aérea. Apontou a redução de custos operacionais, aumento da eficiência, renegociação de alguns contratos com fornecedores de serviços, revendedores de bilhetes, inclusive a racionalização da força de trabalho.

“Não pensem que estamos satisfeitos por haver reclamação de que o preço do bilhete da LAM é caro. E acreditamos que num futuro bastante próximo, não sei quando, … mas através da redução dos custos operacionais, e, por essa via, o preço do bilhete também irá reduzir” adiantou.

A promessa é antiga. Saiba mais…

A Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC) multou, recentemente, a LAM, em mais de oito milhões de meticais, por sobrefacturar preços de bilhetes de passagens aéreas, e mais de dois milhões de meticais por não colaborar nas investigações.

A companhia teve 15 dias para pagar as multas, contudo, o caso foi parar à justiça, e segundo o PCA dos CFM, “ainda não há desfecho”. “Nós recorremos e esperamos que o desfecho seja a nosso favor”.

O PCA da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Tomás Matola, referiu que o cenário na LAM demonstra sinais de melhoria, desde a entrada dos novos accionistas na gestão da companhia aérea, há cerca de quatro meses. Com efeito, as operações mantêm uma perspectiva de crescimento, tendo rendido cerca de nove milhões de dólares em Junho, 11 milhões em Julho, e 12 milhões em Agosto.

“Portanto, desde que a nova gestão entrou, as vendas têm estado a melhorar. Por outro lado, a empresa já está a gerar meios suficientes para fazer face às suas despesas operacionais” disse, vincando que o principal desafio “que faz com que a empresa ainda não tenha margens positivas” tem sido lidar com as dívidas herdadas das gestões anteriores.

“O passado tem sido muito penalizador para a nova gestão. [Mas] muitas dívidas críticas, que tem a ver com questões operacionais, com fornecedores críticos, já foram eliminadas” disse.

Os CFM, a HCB, e a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) são os novos accionistas da LAM, com quase a totalidade das acções do Estado na empresa.

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