O pesquisador e analista social, Borges Nhamire, alertou para a necessidade de o partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) “blindar-se” conta ameaças externas.
Falando em debate televisivo, Nhamire considerou que a ANAMOLA “nasceu num ninho de cobras”, podendo, nesse caso, haver forças externa interessadas em obstruir os seus avanços.
“O grande desafio que, na verdade, esse partido tem é externo. Venâncio pode ser detido e impedido de concorrer. Essa é uma ameaça externa. Ser perseguido, usar-se a justiça para fazer perseguições políticas. Penso que, neste momento, deve preparar-se, blindar-se para saber como se gerir a essas ameaças externas porque é um partido que nasce num ninho de cobras” alertou.
Esta semana, a ANAMOLA realizou a primeira Sessão Extraordinária do Conselho Executivo, onde o presidente interino, Venancio Mondlane manifestou o desejo e participar do Diálogo Nacional e Inclusivo.
Contudo, o pesquisador manifestou cepticismo quanto ao alcance de resultados plausíveis com o Diálogo, ainda que com a integração do ANAMOLA.
“Não penso que reformas essenciais para que Moçambique seja um Estado de direito democrático e de justiça social dependa da inclusão do ANAMOLA” significando que o partido de Mondlane pode não ser disruptor entre os nove partidos que assinaram os Termos de Compromisso para o Diálogo.
“É preciso refundar o Estado para que Moçambique seja um Estado de direito democrático e justiça social efectiva. Isto não é o ANAMOLA que vai resolver” frisou.