O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo restitui à liberdade Glória Nobre, a mandatária financeira do presidente interino da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Venâncio Mondlane.
A razão da medida judicial, após seis meses – desde 14 de Março – presa ilegalmente, é a falta de provas sobre os crimes de que era acusada, nomeadamente, tentativa de alteração violenta do Estado de direito, associação criminosa e conspiração contra a segurança do Estado, no âmbito das manifestações pós-eleitorais de 2024.
Citado pelo semanário Canal de Moçambique, Mondlane disse haver espaço para um pedido de indemnização face à situação.
“…, hoje, a própria juíza disse que pela forma ilegal com as provas ou supostas provas foram recolhidas, há espaço, aqui, para a questão da indemnização” disse, notando, igualmente, a possibilidade de “responsabilização criminal das pessoas que estiveram a instruir este processo [todo]”.
Citada pelo jornal, Glória Nobre considerou que a sua detenção ilegal foi parte de um expediente político, ‘desde o início’. “Digo, claramente, que estávamos perante uma perseguição política”.
Não tendo havido provas dos crimes que lhe eram imputados, adiantou que a questão de um pedido de indemnização vai ter de ser decidida após tratar do tema com seu advogado.
“Não sei bem. Vou ainda conversar com o meu advogado, e depois vou decidir” referiu.