A União Europeia – UE não poderá, para já, fornecer material bélico letal a Moçambique para o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, no extremo norte do País.
A posição foi transmitida pelo embaixador dos 27 Estados-membros em Moçambique, Antonino Maggiore, que sublinhou que “é necessária uma decisão unânime dos 27 Estados-membros, que ainda não existe”.
Segundo uma publicação da RFI, o diplomata acrescentou que, por isso, “neste momento não é possível” avançar com a oferta, mas garantiu que “a questão está em cima da mesa e, em função da nossa parceria, da nossa visão conjunta e da segurança, podemos continuar a discutir este tema”.
Por outro lado, Antonino Maggiore afastou, para já, a possibilidade de retomar o apoio directo ao Orçamento do Estado, suspenso em 2016 após a revelação das chamadas dívidas ocultas. “Há uma questão técnica importante: o programa da União Europeia já está definido até 2027. Portanto, tudo o que possamos introduzir de novo só terá efeito a partir dessa data”, explicou.
Apesar destas limitações, o embaixador assegurou que o bloco europeu vai manter o seu apoio a diversos projectos de desenvolvimento em Moçambique.
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