Quotas da FRELIMO provêm de fontes ocultas, e ANAMOLA precisa fazer diferente

O partido Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) vive de quotas provenientes de fontes ocultas e nunca publicamente auditadas, e o novo partido Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA) precisa de fazer diferente.

O posicionamento é do economista e antigo sénior do partido no poder, Rosário Fernandes, que escreveu ao ANAMOLA por ocasião da realização do primeiro Conselho Nacional.

“A principal fonte de receitas da FRELIMO nunca residiu na quota dos seus filiados, mas na sua teia de investimentos empresariais, leais ou não, e outras fontes nunca revelada, bem nunca publicamente auditadas” lê-se na carta publicada pelo porta-voz interino do ANAMOLA, Dinis Tivane.

Fernandes, que antevê que o ANAMOLA pode, no curto espaço de tempo, superar em dobro os cinco milhões de membros da FRELIMO, destaca que o novo partido precisa de fazer diferente, ou seja, apresentar as contas publicamente.

“ANAMOLA precisa fazer diferente e melhor, de forma decisiva e determinada, primando sempre as angariações, internas ou externas, por avaliações periódicas de stock e saldos, e de prestações de contas, conquanto transparentes, voluntárias, e de boa-fé, dos diferentes contribuintes” aconselhou.

O antigo Presidente da Autoridade Tributária foi mais longe, vincando ser uma estratégia plausível obter quotas em praça pública, “do que alcançá-las de forma oculta, fraudulenta, e por troca de favores e compadrios de natureza vária, de índole vil, nojenta ou criminal”.

Adiante, na missiva de três páginas, Fernandes alertou, no entanto, que os partidos precisam, no final do dia, capitalizar recursos para construir património e investimento capazes de assegurar a sua sustentabilidade no longo prazo.  Pelo que, o ANAMOLA, conforme aconselhou, precisa, imperiosamente, de linhas de investimento e parcerias inteligentes entre os próximos dois e cinco anos.

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