Mais de 17 mil moçambicanos morrem devido a cancro todos os anos

O Secretário Permanente do Ministério da Saúde revelou que mais de 17 mil moçambicanos morrem todos os anos devido a complicações de cancro, e Moçambique regista cerca de 26 mil novos casos anualmente.

De acordo com Ivan Manhiça, o cancro já é a segunda principal causa de morte entre indivíduos entre 15 e 49 anos, sendo a principal em indivíduos com mais de 50 anos. É responsável por oito por cento de mortes.

Os tipos de cancro mais frequentes são o cancro do colo do útero, da mama, da próstata, o sarcoma de Kaposi, o cancro pediátrico e outras formas da doença associadas ao VIH/SIDA. Juntas, essas formas representam cerca de 60 por cento dos casos registados.

“O cancro é um problema de saúde pública com taxas de incidência e mortalidade que afectam significativamente os países de baixa renda, onde ocorrem aproximadamente 70% das mortes” disse, citado pela Agência de Informação de Moçambique.

Manhiça entende que o maior registo de óbitos está relacionado ao diagnóstico tardio dos casos, dado que existe fraca consciencialização sobre os primeiros sintomas.

“A demora resulta em muitas mortes que poderiam ser evitadas. Nos últimos anos, nosso governo, com o apoio de parceiros, tem conseguido oferecer melhores diagnósticos, tratamentos e apoio a pacientes com essa condição” disse.

Em todo o mundo, 19 milhões de novos casos de cancro e 10 milhões de mortes foram registados em 2022. As projecções apontam para um aumento para 29,5 milhões de novos casos e 16,4 milhões de mortes até 2024, com 70% dessas mortes ocorrendo em países de baixa renda.

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