O Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização não-governamental moçambicana faz uma avaliação negativa à forma como iniciou a maratona da auscultação pública no âmbito do chamado Diálogo Nacional Inclusivo, tudo por conta da percepção de que existe uma prática excludente em um diálogo que tem como bandeira a questão da inclusão.
A posição do CIP foi manifestada na terça-feira (07), em Maputo, à margem de um encontro que manteve com membros da Comissão Técnica (COTE) para o Diálogo Político Nacional Inclusivo, cuja auscultação pública arrancou esta segunda-feira em todo o País.
Segundo uma publicação do jornal Savana, o CIP insiste, independentemente de toda a legitimidade legal adoptada, na tese de que “há actores bastante relevantes que devem fazer parte do diálogo”, como é o caso do segundo candidato mais votado nas eleições gerais de Outubro de 2024, Venâncio Mondlane.
Tendo este criado recentemente o partido político ANAMOLA, entende-se que este grupo partidário, que tem estado a demonstrar uma grande capacidade de mobilização, devia, igualmente, ser activamente incluído no diálogo.
“Já começamos mal e nós, dentro da análise que fizemos, achamos que isso pode ser um desafio, um empecilho para que se atinjam bons resultados”, entende o director do CIP, Edson Cortez.
Diante desta realidade e atento à necessidade de se criar condições para a necessária transparência e resultados positivos, o CIP sugere que se repense no modelo de inclusão adoptado, tendo em conta a maior ou menor relevância de alguns actores.
“Julgamos, penso eu, que deve ser repensado o afastamento do Venâncio Mondlane e do partido ANAMOLA porque, neste momento, apesar de recém-criado, é um partido que consegue arrastar bastante simpatia”, sugeriu Cortez.
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