Os investidores de nacionalidade chinesa que pretendiam instalar uma fábrica de cimento no distrito de Chibabava, em Sofala, sem seguir os trâmites legais para a obtenção de uma licença ambiental, foram multados em mais de 14 milhões de meticais.
Depois de o Governo ter-se distanciado do projecto de construção de uma fábrica de cimento, no distrito de Chibabava, em Sofala, pelo facto de o mesmo não ter obedecido às regras estabelecidas para tal, com destaque para a questão ambiental e a não indemnização a dezenas de famílias camponesas, cujas áreas foram ocupadas pelos investidores, seguiu-se depois uma investigação que culminou com a emissão de uma multa.
A empresa em causa, que conta com investidores de nacionalidade chinesa, foi multada em pouco mais de 14 milhões e meio de meticais, segundo um documento emitido pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, ou simplesmente AQUA.
Num documento citado pelo jornal “O País”, a AQUA indica, que a multa foi emitida por se ter constatado que a referida empresa procedeu à abertura de uma área para a implantação de uma fábrica de cimento, um acto antecedido de abate de árvores e compactação de solos, uma actividade não licenciada ambientalmente.
Um outro documento emitido pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental, ordena o encerramento das actividades de abertura da área para a implantação da fábrica em referência, pertencente à firma Shun Xin Yuan Africa Investment Limitada, por implementação de actividade não licenciada.
O documento indica que o levantamento do encerramento será feito mediante a apresentação da licença ambiental e o respectivo estudo de impacto ambiental ou plano de gestão ambiental actualizado.
De referir que o lançamento da primeira pedra para a implementação da fábrica deveria ter sido feito há duas semanas, facto que não ocorreu devido a este imbróglio.