Moçambique sai da “lista cinzenta”, mas volta à avaliação do GAFI em 2027

Moçambique foi, oficialmente esta sexta-feira (24), retirado da “lista cinzenta” do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), organismo que monitora a prevenção e o combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo a nível global após ter se constatado lacunas na luta contra de lavagem de dinheiro.

A informação foi confirmada pelo coordenador do Comité Executivo do Gabinete de Informação Financeira, Luís Cezerilo, após uma sessão plenária do GAFI a qual todos países e organizações votaram por unanimidade a retirada de Moçambique da lista cinzenta. “A saída já está proclamada. Saiu hoje Moçambique”, afirmou Cezerilo.

Contudo, segundo o responsável, “Moçambique deverá novamente ser avaliado em 2027, sobre as estruturas legais, regulatórias e institucionais em termos de eficácia de matérias de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo”.

Neste sentido, a ministra das Finanças, Carla Louveira, que falava à imprensa, minutos após a reunião do GAFI, “Moçambique deve iniciar a compilação de um plano de acção para a fase pós retirada da Lista Cinzenta”.

“A nova fase que segue é a avaliação mútua do País, e que o País irá beneficiar do Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (…) que vai fazer a avaliação nacional do risco novamente, à semelhança do que aconteceu em 2021. Portanto, daqui a dois anos, o País terá essa nova avaliação”, declarou a governante.

Louveira assegura que nos próximos dois anos, Moçambique deve se organizar, criando um plano de acção interno, de modo que no momento da avaliação nacional, não volte a entrar na Lista Cinzenta. Por isso, apela aos moçambicanos a estarem cada vez mais activos no combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

“É uma responsabilidade colectiva, do sector público, do sector privado, da sociedade civil, de todos os segmentos da nossa sociedade”, acrescentou.

Recorde-se que além de Moçambique, saíram também da lista cinzenta, a África do Sul, Nigéria e Burkina Faso.

 

(Foto DR)

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