Um estudo desenvolvido pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, através da Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) constatou que a extração de inertes ao longo do Rio Incomáti na província de Maputo, tem impactos negativos no caudal.
Segundo o relatório apresentado na última sexta-feira (24), na Matola, durante a reunião que foi orientada pelo director de Gabinete do Secretário de Estado na Província de Maputo, Naldo Horta, da avaliação feita no terreno e na sequência dos trabalhos realizados pela equipa multissectorial constatou “que a extração de inertes têm impactos negativos no caudal do rio Incomáti, pelo que seria necessário que os operadores adoptassem métodos sustentáveis”.
A medida surge como resposta da preocupação apresentada pelo Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, através da Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) sobre os desafios que tem na alocação de água aos utentes devido à falta de observância das boas práticas na mineração de inertes, ao longo daquele rio que banha os distritos de Moamba, Magude, Manhiça e Marracuene.
Falando de alguns impactos negativos, o director-geral da ARA-Sul, Edgar Chongo, destacou “a degradação das zonas definidas por Lei como zonas de protecção do rio, desconfiguração do leito normal do rio aumentando o risco de erosão, inundações e transporte de sedimentos”.
Em alguns casos, segundo o relatório citado na publicação do jornal Domingo, a ARA-Sul é obrigada a incrementar as descargas, para além do necessário, por forma a responder às necessidades de água das comunidades, agricultores, sobretudo dos regadios das açucareiras de Xinavane e Maragra.
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