O porta-voz da Polícia da República e Moçambique (PRM), Leonel Muchina, disse, hoje, que já existem avanços para o esclarecimento do rapto do cidadão duplo nacional (luso-moçambicano) raptado este mês na cidade de Maputo.
“Lamentamos que tenha ocorrido aquele caso daquela forma, mas há todo um trabalho em coordenação com o SERNIC e demais forças para o seu esclarecimento. Este é um do grande desafio para o sistema da administração da justiça, mais precisamente para a polícia e para o SERNIC, e há muitos avanços. Há vários casos que foram esclarecidos, daí que não se pode pensar que as Forças de Defesa e Segurança não estão atentas a estes fenómenos…” disse.
A vítima em causa foi raptada a manhã de 07 de Outubro deste ano, na Avenida Zedequias Manganhelas, quando um dos proprietários da NBC – uma loja de venda de acessórios e veículos – pretendia entrar no estabelecimento.
Moçambique “não tem pistas” sobre luso-moçambicano raptado em Maputo
O porta-voz reservou-se de adiantar a possibilidade de esclarecimento do caso a breve trecho, deixando para o SERNIC a responsabilidade de avançar mais detalhes processuais.
Falando à Rádio Moçambique durante a manhã, Leonel Muchina clarificou que o crime de rapto, pela sua tipologia organizacional transnacional, procura driblar a vigilância pública.
“… mas quando falha essa prevenção policial, há todo o interesse de fazer o seu esclarecimento, daí que, muitas vezes, há diligências conduzida, obviamente, em coordenação com o SERNIC quem tem, por legitimidade, [a responsabilidade de] fazer a investigação depois que os factos ocorrem, e muitas vezes são esses factos esclarecidos” destacou.
Ele falava a propósito do início hoje da semana da legalidade, que se vai prolongar até 05 de Novembro próximo.
Cerca de 150 empresários foram raptados em Moçambique nos últimos 12 anos e uma centena deixou o país por receios.