As autoridades moçambicanas registaram, nos últimos 10 meses, seis mortes relacionadas com actividades mineiras na província central de Tete.
Segundo Joaquim Chaleca, Inspetor-Geral dos Recursos Minerais e Energia (INGREME), entrevistado pela Rádio Moçambique, duas das mortes ocorreram na mineração artesanal, onde os mineiros não têm as licenças necessárias, e as restantes em megaprojectos que decorrem na região.
Chaleca explicou que estão em curso campanhas de sensibilização para reduzir o número de acidentes nesta actividade, que também causaram 14 feridos.
Recentemente, também em Tete, o Governo criou uma comissão multissectorial para monitorizar quatro empresas mineiras. As empresas em questão são: a empresa indiana Vulcan; a JSPL Moçambique Minerais; o grupo ICVL; e a Minas de Benga.
Esta medida surge na sequência de outra decisão do Governo de suspender todas as licenças de mineração na província central de Manica devido à poluição ambiental. A poluição está a contaminar os rios, que são fontes cruciais de água potável, com metais pesados, nomeadamente mercúrio.
Além da suspensão, foi criada uma comissão interministerial, liderada pelo ministro da Defesa, Cristovão Chume, para rever o regime de licenciamento, reforçar a supervisão, definir zonas autorizadas e criar mecanismos eficazes de responsabilização.
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