A Ordem dos Engenheiros de Moçambique (OrdEM) vai às urnas a 26 de Fevereiro de 2026, com a inovação de voto electrónico naquele que será o quinto sufrágio desde a criação da agremiação.
Ao todo, são 4.000 engenheiros efectivos, com situação regularizada, que estarão habilitados a escolher os novos órgãos sociais para o quinquénio 2026-2030, num processo conduzido integralmente por via electrónica.
A informação foi avançada esta quarta-feira (19), em conferência de imprensa da Mesa da Assembleia Geral da OrdEM, composta pelos engenheiros e representante da Electricidade de Moçambique (EDM), entidade parceira na implementação da solução tecnológica de votação.
Citado numa publicação da AIM, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, Nelson Boete, destacou a evolução assinalável da Ordem, que iniciou actividades em 2004 com apenas 760 inscritos.
O universo actual, multiplicado por mais de dez, permitirá a expansão para nove colégios profissionais, substituindo os cinco até agora existentes (Engenharia Civil, Electrotécnica, Mecânica, Química e Agronómica e Florestal)
A fonte sublinhou ainda as vantagens do modelo electrónico, é que será usado independentemente do local onde o engenheiro se encontre, basta aceder à plataforma para exercer o seu direito de voto, eforçando que o sistema assegura transparência e disponibilização de resultados no próprio dia da votação.
Giovane Massinga, representante da EDM, recordou que a cooperação com a OrdEM na componente tecnológica remonta a 2021, quando, em pleno contexto pandémico, era necessário garantir eleições seguras, íntegras e livres de aglomerações.
“A EDM desenvolveu a plataforma usada em 2021 e volta agora a fortalecer o sistema”, afirmou.
Massinga garantiu que a solução adoptada assenta em quatro pilares essenciais, designadamente, Autenticação rigorosa, apenas engenheiros registados e elegíveis têm acesso ao sistema, o Sigilo absoluto, voto é confidencial e impossível de rastrear.
A Contagem automática e em tempo real e a Acessibilidade total, uma plataforma que funciona em todo o território nacional e na diáspora.
Silvino Moreno informou que foi aprovado um regulamento eleitoral específico, que define critérios de elegibilidade e cria uma comissão eleitoral composta por engenheiros da própria Ordem.
O processo contará igualmente com fiscalização da Ordem dos Advogados de Moçambique. (Fonteː AIM)