Ordem alerta que a falta de médicos especialistas está causar sobrecarga nos serviços de saúde

A Ordem dos Médicos de Moçambique considera que o problema da insuficiência dos médicos especialistas está a causar sobrecarga, o que compromete a prestação de serviços de saúde no País. Segundo a ordem, Moçambique conta, actualmente com apenas seis mil médicos, para responder a mais de 33 milhões de habitantes, dos quais somente 60 são de Medicina Interna.

A informação foi avançada pelo bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique, Gilberto Manhiça, que falava nesta quinta-feira (20), na Cidade de Maputo, à margem do I Congresso Nacional de Medicina Interna.

Segundo o bastonário, embora se assista no País, a falta de equipamentos e de material médico-cirúrgico nas unidades sanitárias é um problema já conhecido, que limita a prestação dos serviços de saúde, mas o agravante é a falta de médicos especialistas. E os poucos que existem queixam-se de sobrecarga.

“Precisamos de meios para poder tratar os pacientes,  meios de diagnóstico a altura e expandir os centros de formação de médicos especialistas. O país tem estado a recorrer aos médicos internacionais. A ideia é adoptar um sistema em que haja auto-suficiência nesta área. Na Ordem dos Médicos, estão inscritos cerca de seis mil médicos, mas, devido à situação financeira, muitos não conseguem inscrever-se e colocar em prática, porque estão desempregados”, disse Gilberto Manhiça, citado numa publicação do jornal “O País”.

Uma das áreas afectadas pela falta de médicos é a Medicina Interna. O bastonário da Ordem dos Médicos fala da necessidade de maior investimento na formação especializada. “Temos falta de médicos de clínica geral,  mas o maior défice é de médicos especialistas. O rácio recomendado pela OMS é de um médico para mil pacientes, mas nós estamos muito longe disso, o que pode resultar em sobrecarga e desigualdades.”

 

(Foto DR)

Deixe um comentário