O Governo do Niassa confirmou, durante a XIV Sessão Ordinária, que já foram investidos 117,7 milhões de dólares em 22 projectos de desenvolvimento actualmente activos, todos provenientes da carteira apresentada na Conferência Nacional da Indústria e Comércio (CONFINIA).
No total, foram submetidos 58 projectos, dos quais 22 estão em execução, sete já operam, 15 encontram-se em fase de implantação e a província alcança, neste momento, uma taxa de implementação efectiva de 37,9%.
Para o Governo do Niassa, “estes resultados começam a traduzir-se em benefícios directos para a população, através da criação de novos empregos, do crescimento de negócios locais, do aumento da oferta de produtos e serviços e da consequente redução dos custos de vida”.
No mesmo encontro, o Executivo anunciou o lançamento do Fórum de Investimento do Niassa (FORIN 2026), agendado para 12 de Dezembro, iniciativa que pretende atrair mais capital, dinamizar parcerias estratégicas e consolidar o ambiente favorável ao investimento na província. As projecções indicam que o evento poderá ampliar significativamente o volume de novos projectos e reforçar a visibilidade do Niassa como destino de oportunidades.
No sector da água, apesar dos actuais níveis baixos na barragem de Cuamba, o Governo do Niassa, citado pelo Jornal Ngani, reestruturou o plano de abastecimento para garantir fornecimento contínuo até à próxima época chuvosa, evitando que os consumidores tenham despesas adicionais com fontes alternativas.
Já na saúde, registam-se melhorias consideráveis, com a redução de casos graves de mordeduras de animais e a diminuição de infecções por diarreia, fruto do reforço das acções de prevenção.
Recorde-se que durante a Cimeira Internacional do Turismo, que decorreu no início deste mês em Vilankulo, província de Inhambane, no sul do País, o Governo do Niassa, avançou que tem a pretensão de transformar a província no gigante do turismo na região norte de Moçambique, aproveitando o seu potencial na conservação e biodiversidade.
A intenção foi partilhada pela governadora local, Judite Massengele, que assinalou que com 42 mil quilómetros quadrados de reservas e parques naturais, Niassa é o lar de espécies emblemáticas como elefantes, leões, leopardos, búfalos e hipopótamos — os chamados Big Five. “Temos uma das maiores áreas de conservação do País e queremos atrair investidores que apostem tanto na observação de fauna bravia como no turismo de contemplação”, explicou.
O projecto previsto, segundo a dirigente, consiste no turismo integrado, uma combinação entre safaris na Reserva do Niassa com mergulhos nas águas do lago Niassa. “São mais de 600 quilómetros de costa, ladeados por aldeias pesqueiras e praias serenas, que podem ser convertidos em pólos de ecoturismo.”
“Tendo um investidor que aposte no turismo de contemplação e outro na área costeira, podemos criar um pacote integrado. Os turistas que visitam o distrito de Mecula podem seguir de avião ou por estrada até ao lago. As duas áreas não devem ser isoladas, devem complementar-se”, defendeu.
Além do turismo de natureza, o Governo provincial quer investir em infra-estruturas de apoio, formação de guias, segurança nas rotas e inclusão das comunidades locais nas cadeias de valor do turismo. “Contamos com um mosaico cultural único, resultado da convivência de mais de 15 grupos etnolinguísticos. A província quer também valorizar o turismo cultural, promovendo festivais, gastronomia e tradições locais como parte da experiência do visitante.”
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