Militares tomam poder na Guiné-Bissau. Umaro Sissoco Embaló foi deposto

O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e a Ordem Pública na Guiné-Bissau anunciou, hoje, a tomada do poder no país, com o propósito de reestabelecer a ordem e segurança públicas, até o retorno à normalidade social e constitucional.

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“O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e a Ordem Pública acaba de assumir a plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau” anunciou Dinis N’Tchama, o porta-voz do Alto Comando Militar.

Segundo N’Tchama, o acto surge em resposta à descoberta de um plano em marcha para desestabilizar o país, conduzido por políticos nacionais e estrangeiros e “um conhecido barão de drogas”, bem assim a tentativa de manipulação dos resultados eleitorais.

“Para a operacionalização do plano, foi descoberto, pelos Serviços de Informação do Estado, um depósito de armamento de guerra” revelou.

Consoante os militares, o país estará sob seu comando “até que toda a situação esteja convenientemente esclarecida e repostas as condições para o pleno retorno da normalidade constitucional”.

Com efeito, o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e a Ordem Pública decidiu: depor “imediatamente” o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló; encerrar “até novas ordens” todas as instituições o Estado; suspender “até nova ordem” todas as actividades dos órgãos de comunicação social; suspender o processo eleitoral em curso; encerrar a fronteira terrestre, marítima e espaço aéreo guineenses; recolher obrigatório entre 19h e 6h “até ordem contrária”.

“Até que sejam repostas as condições necessárias para restaurar a constitucionalidade do Estado dos guineenses, o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e a Ordem Pública exercerá o poder do Estado a contar desta data” vincou, apelando a calma e colaboração dos guineenses e a compreensão de todos “perante esta grave situação imposta por uma emergência nacional”.

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