O Ministério das Relações Exteriores do Senegal anunciou, ontem, a exfiltração “saída clandestina” do Presidente deposto da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, após a tomada de posse do novo Presidente, o General Horta Intana, para um regime de transicção.
Em comunicado, a instituição refere que Embaló seguiu no voo destinado ao repatriamento de seus cidadãos, incluindo membros de algumas missões de observação eleitoral.
“Foi fretado pelo Governo uma aeronave para ir a Bissau, para contribuir para esta operação de exfiltração e repatriamento. Isto permitiu que o presidente Umaro Sissoco Embaló chegasse ao Senegal em segurança” lê-se.
Embaló foi tirado clandestinamente do país, num cenário marcado por forte presença militar em Bissau, pela reabertura do espaço aéreo e pela normalização gradual de alguns serviços públicos. A decisão de reabrir o espaço aéreo, foi assinada ontem, pelo Presidente do Conselho de Administração da Autoridade da Aviação Civil, Caramo Camara.
Guiné-Bissau anuncia reabertura do espaço aéreo para voos internacionais após golpe de Estado