A Primeira-Ministra, Benvida Levi, revelou, hoje, em Maputo, que cerca de 44 mil pessoas morreram, em 2024, vítimas de HIV-SIDA, sendo que dez mil foram crianças de até 14 anos.
No ano passado, o país registou 92 mil novas infecções, das quais 34 mil foram em adolescentes e jovens, o que corresponde a 37% do total de novas infecções.
“Para cada nova infecção em rapazes adolescentes e homens jovens, de 15 a 24 anos, houve três novas infecções em raparigas e mulheres jovens da mesma faixa etária” disse.
Segundo a governante, os números revelam o colossal problema que a sociedade moçambicana enfrenta, sendo, por isso, uma “chamada de atenção” para mais acções para enfrentar o HIV/SIDA.
Falando nas cerimónias centrais por ocasião da passagem, hoje, do Dia Mundial contra o HIV/SIDA, Levi referiu que o Executivo reforçou os serviços para melhorar o tratamento anti-retroviral, com dispensa trimestral e semestral, bem assim, o aumento da abrangência de testagens.
“Estas e outras acções que temos vindo a implementar, permitiram-nos alcançar, até Setembro de 2025, os seguintes resultados: 87% das pessoas vivendo com HIV/SIDA conhecem o seu estado serológico. Noventa e cinco porcento das pessoas que conhecem o seu estado estão em tratamento anti-retroviral, e 91 porcento das pessoas em tratamento estão com a carga viral suprimida” referiu.
Levi clarificou que esses resultados colocam o país está próximo das metas globais da ONUSIDA de 95% das pessoas vivendo com HIV conhecerem em seu estado serológico; 95% das pessoas conhecem o seu estado estarem em tratamento anti-retroviral; e 95% das pessoas em tratamento terem a carga viral suprimida.
Em Moçambique, cerca de dois milhões de pessoas vivendo com HIV estão em tratamento anti-retroviral, sendo um dos maiores grupos em tratamento no mundo. Entretanto, país ocupa o terceiro lugar dos mais infectados pelo HIV.