O Governo moçambicano vai investir 12 milhões de dólares na reabilitação de instituições técnico-profissionais em todo o País, no âmbito de um projecto de reforma apoiado por parceiros.
O investimento visa ampliar a capacidade formativa e alinhar a oferta educativa às necessidades do mercado de trabalho, uma medida necessária face à elevada taxa de crescimento da população jovem em Moçambique.
“É um investimento no âmbito de um projecto de reforma apoiado por vários parceiros”, anunciou esta segunda-feira (01), em Maputo, o secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional, Leo Jamal, durante o Fórum de Educação Profissional com o Sector Produtivo, sublinhando que nove instituições já têm financiamento assegurado e iniciarão obras em 2026.
Na ocasião, o governante, citado pela AIM, destacou que Moçambique regista uma das taxas mais elevadas de crescimento da população jovem da África Austral, lembrando que a economia ainda não gera empregos suficientes para acompanhar a evolução demográfica, o que torna essencial reforçar a ligação entre formação e emprego.
“A formação por si só não gera empregos, mas é verdade que jovens devidamente preparados têm melhores possibilidades de empregabilidade, seja trabalhando para outrem ou criando o seu próprio emprego”, assinalou.
A reforma em curso introduz currículos baseados em padrões de competência definidos com o sector produtivo. “Esta visão permite-nos assegurar que a habilidade aprendida num instituto ou centro de formação profissional esteja de acordo com as competências exigidas nas empresas, nas fábricas ou em qualquer outro espaço de produção”, explicou.
Já o presidente do Conselho de Administração da ANEP, Samuel Gudo, reforçou a importância da colaboração contínua com as instituições de formação para resolver desafios persistentes. “Temos visitado instituições que apresentam problemas, como o Instituto Industrial e de Computação Armando Emílio Guebuza de Beluluane, para perceber e resolver os obstáculos existentes.”
O PCA sublinhou a importância do fórum e do debate com o sector produtivo para reforçar a empregabilidade. “É fundamental propor formas concretas de alargar o mercado de formação às empresas, envolvendo-as na oferta de cursos de longa e curta duração e na realização de estágios pré-profissionais, identificando cadeias de valor que favoreçam a empregabilidade dos jovens.”
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