Funcionários do Louvre decretam greve indefinida depois do “assalto do século”

Os trabalhadores exigem mais contratações e maior investimento na manutenção, especialmente em equipamentos de videovigilância, após um inquérito parlamentar revelar falhas de segurança que permitiram o roubo das joias da coroa francesa. A paralisação afeta milhares de turistas e pode comprometer as festividades de fim de ano.

Dois meses depois do chamado “assalto do século” ao Louvre, o descontentamento dos funcionários do museu com as condições de trabalho é cada vez maior. Por isso, começou uma greve sem prazo para terminar.

Milhares de turistas estavam na fila, prontos para entrar no Louvre, esta segunda-feira de manhã, mas, à hora habitual de abertura, receberam a má notícia.

Em assembleia-geral, os trabalhadores decidiram entrar em greve, o que pode comprometer as festividades de fim de ano, uma vez que a paralisação é por tempo indeterminado.

Mais contratações e maior investimento na manutenção do Louvre foram as principais exigências feitas pelos funcionários, que protestaram à porta do museu que recebe nove milhões de visitantes por ano.

Assalto no Louvre: palavra-passe do sistema de videovigilância era… ‘Louvre’

Se há dois meses quatro ladrões roubaram, em plena luz do dia, joias da coroa francesa, foi porque os seguranças não tinham televisões suficientes para monitorizar as imagens de videovigilância em tempo real. A conclusão é de um inquérito parlamentar conhecido na semana passada.

Por isso, os funcionários do maior museu do mundo pedem o fim da austeridade orçamental do governo e exigem investimento imediato, começando pelos equipamentos de segurança. No entanto, a França enfrenta um grave buraco nas contas públicas, que ainda precisa ser resolvido. SIC

Fonte: SIC Notícias

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