O Ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, destacou, durante a cerimónia de encerramento da III edição do Banking, Financial, Services e Insurance (BFSI Mozambique 2025), que a transformação digital é um processo humano, económico e institucional, essencial para modernizar o Estado e fortalecer o sector financeiro do país.
Na sua intervenção, Muchanga sublinhou a importância de construir um ecossistema financeiro interroperável, baseado em pilares concretos como a certificação digital, identidade digital, interoperabilidade de sistemas, plataforma única de pagamentos e portal do cidadão.
Para o Ministro, estes pilares são instrumentos que permitem ao Governo, ao setor financeiro e aos operadores tecnológicos servir melhor o cidadão e impulsionar a economia nacional.
O dirigente vincou a transformação digital não é um fim em si, mas um instrumento para melhorar a prestação de serviços e garantir inclusão.
“A transformação digital é humana. O Estado deve conhecer melhor os seus cidadãos, compreender a sua distribuição territorial e antecipar a prestação de serviços essenciais de forma integrada e eficiente”, afirmou.
Muchanga destacou ainda o compromisso do Governo em criar um ambiente legal, institucional e operacional favorável, garantindo conectividade nacional, expansão de infra-estruturas digitais, digitalização de serviços públicos estratégicos e coordenação entre ministérios, agências do Estado e parceiros de cooperação.
Segundo o Ministro, a construção de um Moçambique mais conectado, inovador e inclusivo exige a responsabilidade e o compromisso de todos os atores, incluindo sector público, privado, academia e sociedade civil.
Durante os dois dias de conferência, foram identificados desafios e oportunidades para o sector BFSI, incluindo a necessidade de qualificação da força de trabalho, segurança digital, parcerias público-privadas estratégicas e criação de confiança da população no uso de plataformas digitais de pagamento.
Muchanga concluiu reafirmando que a transformação digital é um instrumento para modernizar o Estado, melhorar serviços e consolidar um país em que ninguém fica para trás.
Na sequência, Kekobad Patel, Presidente do Comité Organizador do BFSI Mozambique 2025, destacou que a transformação digital deixou de ser uma ambição futura e tornou-se uma necessidade presente, especialmente para a economia real e para o fortalecimento das Pequenas e Médias Empresas. Patel reforçou que a tecnologia só produz impacto quando acompanhada de mudança organizacional e institucional, e quando as pessoas envolvidas acreditam na transformação.
O presidente do comité organizador sublinhou também a importância do equilíbrio entre inovação tecnológica e regulação, bem como a integração regional, lembrando que decisões nacionais têm impacto direto na posição de Moçambique no contexto africano. Para Patel, o BFSI deve ser mais do que um evento anual, tornando-se um espaço de continuidade, acompanhamento e responsabilidade, transformando debates e consensos em ações concretas que beneficiem cidadãos e empresas.
A III edição do BFSI Mozambique encerrou-se hoje, com a reafirmação de que a transformação digital é um processo coletivo, que exige cooperação entre instituições, comprometimento das pessoas e decisões conscientes, orientadas para consolidar um país digital, inovador e inclusivo, onde a tecnologia serve, acima de tudo, o cidadão. (Nota Informativa)