O Primeiro-Ministro português, Luís Montenegro admite vir a ter militares portugueses na Ucrânia como parte integrante das forças de paz. No entanto, só será possível depois do fim da guerra.
A garantia foi dada em Kiev, Ucrânia, depois da uma reunião com o Presidente ucraniano Valodomir Zelensky.
“Num contexto de um processo de paz, num contexto de estabelecimento de garantias de segurança, nada vai obstar a que militares portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado, na Eslováquia, na Roménia, na Letonia, e na Lituânia.”
Por seu torno, Zelensky, agradeceu a Portugal a participação na coligação e de boa vontade, ela só funcionará com esta intervenção após o cessar-fogo ou quando a guerra terminar.
À margem do encontro, foi assinado um entendimento entre Portugal e Ucrânia para a cooperação na produção de drones.
Quanto ao caminho para a União Europeia, 2027, como na adesão da Ucrânia à União Europeia, não é exequível ou optimista, mas “desejável” segundo Luís Montenegro
“E eu disse ao Presidente Zelens agora quando me despedi dele está mais perto hoje do que estava ontem e ontem já estava mais perto do que estava há um mês e há um mês estava mais perto do que estava há um ano.
O caminho faz-se caminhando. Eu sinto que estamos mais perto, mas não quero é dizer que já estamos numa situação de ser irreversível a obtenção de uma paz justa e duradoura, porque ainda não o podemos garantir”, conluio o governante.
Fonteː RFI