O Governo da província de Nampula confirmou, esta segunda-feira (22), a detenção do coordenador distrital do partido Anamola, no distrito de Mogovolas, esclarecendo que a medida resultou da execução de um mandado de captura previamente existente e não apenas dos distúrbios registados recentemente naquela região.
A confirmação foi feita pelo Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Pereira, que explicou que o indivíduo é apontado pelas autoridades como principal instigador de tumultos ocorridos em Nametil, envolvendo mobilização de populares e tentativa de libertação de reclusos.
“Tratou-se da execução de um mandado de captura que já existia. A pessoa em causa tinha cometido infracções que consubstanciam crime e o processo encontra-se agora sob alçada dos órgãos da Administração da Justiça”, afirmou o governante.
Segundo o Secretário de Estado, citado pelo Jornal Rigor, a actuação da Polícia da República de Moçambique limitou-se ao cumprimento da legalidade, não tendo sido uma detenção arbitrária. O governante acrescentou que não dispõe de informações detalhadas sobre o momento exacto da detenção.
Relativamente às denúncias de tortura divulgadas nas redes sociais e por alguns círculos políticos, Plácido Pereira afirmou não ter recebido qualquer informação oficial nesse sentido, reiterando que o Estado moçambicano é um Estado de direito e que a detenção não deve implicar violação de direitos fundamentais.
“Não tenho informação de tortura. Sei apenas que o detido foi conduzido para a cidade de Nampula por razões de segurança, onde o processo está a seguir os trâmites legais”, disse.
O Secretário de Estado considerou ainda preocupante a recorrência de distúrbios em Mogovolas, associando-os a factores como desinformação ligada à cólera, contestação aos resultados eleitorais e interesses ligados à exploração ilegal de recursos minerais, sublinhando que nenhuma dessas razões pode justificar a prática de crimes.
Sobre a situação actual no distrito, garantiu que o ambiente voltou à normalidade, com circulação de pessoas e funcionamento regular das actividades comerciais.
(Foto DR)