Há 100 dias antes da Cúpula dos Líderes do G20, em Johanesburgo, a primeira em solo africano, os preparativos da África do Sul estão a todo vapor.
Segundo informa o African News, a presidência sul-africana do G20 está a aproximar-se do seu “momento mais alto”, com 87 das 132 reuniões do G20, tanto na área Sherpa quanto na área Financeira, já realizadas.
As reuniões ministeriais restantes, em Setembro, vão definir o tom da Declaração dos Líderes de Joanesburgo, baseada em “Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade”. Essa estrutura, pautada pela agenda, visa ajudar a definir o foco económico global para a cúpula.
De acordo com a publicação do African News, as principais questões em pauta incluem a desigualdade global e o peso da dívida soberana.
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, lançou uma força-tarefa do G20, presidida pelo economista vencedor do Prêmio Nobel Joseph Stiglitz, para examinar as disparidades de riqueza e propor soluções viáveis.
Uma grande questão que marca a contagem regressiva é se o Presidente dos EUA, Donald Trump, comparecerá. Trump expressou forte desaprovação às políticas sul-africanas, em particular a reforma agrária, e sinalizou que poderá enviar um representante em seu lugar.
Apesar disso, o Ministro das Relações Exteriores, Ronald Lamola, reiterou que o convite da África do Sul permanece.
“Continuaremos com a Cúpula dos Líderes do G20 com ou sem o Presidente Trump. É uma situação imprevisível”, cita a publicação.