Banco de Moçambique mantém taxa MIMO em 9,25% num contexto de incertezas económicas e fiscais

O Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique (BdM) decidiu, esta segunda-feira (25), manter a taxa de juro de política monetária, taxa MIMO, em 9,25%, justificando a medida com a necessidade de consolidar a inflação em um dígito, num contexto marcado por riscos fiscais e incertezas económicas.

A decisão foi tomada tendo em conta a evolução favorável da inflação nos últimos meses. “O CPMO considera que a manutenção da taxa MIMO é consistente com a consolidação da inflação em um dígito no médio prazo”, refere o banco central, explicando que a inflação anual desacelerou para 3,99% em Abril deste ano, contra 4,77% registados em Março, reflectindo sobretudo a redução dos preços de produtos alimentares e combustíveis.

Entretanto, apesar da desaceleração da inflação, o CPMO alerta para a existência de riscos que podem pressionar os preços nos próximos meses. “Persistem riscos e incertezas associados às perspectivas da inflação, com destaque para o agravamento da situação fiscal, os choques climáticos e a instabilidade militar em algumas regiões do País”, disse o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

O BdM acrescenta que as perspectivas de recuperação económica se mantêm positivas, sustentadas pelo desempenho dos sectores de serviços, agricultura e indústria extractiva.

No mesmo encontro, o CPMO decidiu igualmente manter as facilidades permanentes de cedência e absorção de liquidez em 12,25% e 6,25%, respectivamente. Por sua vez, os coeficientes de reservas obrigatórias para os passivos em moeda nacional e estrangeira permanecem fixados em 39 e 39,50%, respectivamente.

 

(Foto DR)

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