Maputo (Canalmoz) – O vice-presidente da Associação Nacional dos Professores, Marcos Mulima, disse que a nomeação de Carmelita Namashulua, ex-ministra da Educação, para o cargo de inspecor-geral do Estado é um sinal de ausência de compromisso com o desenvolvimento do país.
Marcos Mulima diz disse esta nomeação é considerada pelos professores como sendo um autêntico golpe psicológico, pois, em vez de pensar nos moçambicanos, o Presidente preferiu ressuscitar um fantasma, para assombrar os vivos.
“Qualquer cidadão de bem sabe que a ressurreição de Carmelita Namashulua não é bem-vinda, mas o Governo não serve os interesses do povo, fazendo o que lhe convém para alimentar interesses ocultos”, disse o vice-presidente da Associação Nacional dos Professores.
E acrescento que o órgão recém-criado de fiscalização do Estado é mais um fantasma que não servirá os interesses dos moçambicanos, mas, sim, para acomodar espaço de rombo dos fundos do erário público, acomodando indivíduos inoperantes que são protegidos pela Frelimo.
Disse também que houve uma banalização da estrutura governativa ao colocar Carmelita Namashulua numa instituição que deveria garantir a fiscalização e a vitalidade do funcionamento dos sectores do Estado.
“A ANAPRO considera que houve uma banalização da estrutura governativa ao colocar-se a antiga ministra da Educação naquele espaço que é um novo órgão do Estado e que deve como condição principal garantir a vitalidade da funcionalidade dos diversos sectores do Estado”, disse Marcos Mulima.
E acrescentou: “Como é possível Carmelita Namashulua ser uma opção válida num Moçambique que necessita de indivíduos com perfil ajustado para trazer soluções pontuais? E que elementos o Presidente Chapo elenca num país repleto de cérebros, dentro e fora do seu partido, que possam ajudar a máquina governativa a trazer mudanças”.