A evolução da economia mundial não está tão mal quanto se previa em Abril face à crise no Médio Oriente desencadeada pela invasão norte-americana e israelita do Irão no final de Fevereiro. No blogue do Fundo Monetário Internacional (FMI), a directora-geral avança, esta semana, que a economia mundial está a resistir a esta crise, mas que é preciso continuar em estado de elevada vigilância.
A Guerra contra o Irão desde 28 de Fevereiro e o bloqueio do estreito de Ormuz não estão a punir a economia mundial como se antevia em Abril, quando o FMI cortou duas décimas ao crescimento mundial este ano e agravou a inflação esperada em seis décimas. Um blogue publicado pelo FMI esta semana, e assinado pela directora-geral, conclui que “até agora, a Economia Global Resiste ao Choque da Guerra”.
“Mais de três meses após o início da guerra no Médio Oriente, a economia global parece estar a resistir. Os preços das matérias-primas, a inflação e as expectativas de inflação, bem como as condições financeiras, foram afectados — mas ainda não de forma a sinalizar uma desaceleração económica global”, diz Kristalina Georgieva, a directora-geral do FMI, citado numa publicação do jornal português Expresso.
A economista búlgara que dirige o FMI desde 2019 adianta que “o facto de a economia global estar, até ao momento, a resistir ao choque é motivo de tranquilidade, mas não de complacência” e garante que o FMI “continua em estado de elevada vigilância”.
A previsão de uma assinatura formal de um memorando de entendimento entre a Casa Branca e Teerão esta sexta-feira reforça o ligeiro optimismo de Georgieva que chama a atenção que a 8 de Julho o FMI publicará uma nova actualização das previsões no World Economic Outlook,o seu principal documento de previsões e recomendações.
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