O Governo ordenou a realização de uma auditoria aos custos incorridos pela multinacional francesa TotalEnergies durante o período que vigorou a cláusula de Força Maior e travou a continuidade do projecto Mozambique LNG.
A informação foi avançada esta tarde pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, após a 39ª sessão ordinária do órgão.
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Conforme disse, os resultados do trabalho deverão conduzir à aprovação da Adenda ao Plano de Desenvolvimento do projecto de Gás Natural Liquefeito Golfinho/Atum (Mozambique LNG), na Área 1 da Bacia do Rovuma, na localidade de Afungi, distrito de Palma, província de Cabo Delgado.
“[A resolução] determina o período para a realização pela concessionária do cronograma de acções e aprovações necessárias para a retoma e implementação imediata do projecto e assegura que o Governo acompanhe a implementação do projecto nas diversas matérias transversais” clarificou.
A TotalEnergies invocou a cláusula de Força Maior em Abril de 2021, após incursões terroristas próximos das suas instalações. Em Outubro, o CEO, Patrick Pouyanné, enviou uma carta ao Presidente da República, Daniel Chapo, a anunciar a suspensão daquela cláusula. Ali Pouyanné refere que durante o período a TotalEnergies incorreu a custos superiores 4,5 mil milhões de dólares, e solicitou a reavaliação dos custos do projecto. Além disso, notou que os prazos para o desenvolvimento do projecto foram afectados sobremaneira, interferindo nas previsões para os dois primeiros carregamentos de GNL, e pediu a extensão do contrato de concessão por mais dez anos. No documento que citamos, a TotalEnergies disse aguardar por um relatório do Governo sobre os custos incorridos devido à suspensão entre 2021 e 2024.
Na semana passada, o Chefe de Estado adiantou que será concluído, ainda este mês, os acertos contratuais “conclusivos” com a multinacional.
“Estamos a trabalhar para a retoma dos projectos do Rovuma. Se tudo correr bem, daqui a mais ou menos há uma semana, no máximo, vamos concluir as negociações com o projecto liderado pela Total, para podermos retomar, depois do anúncio publicamente feito do levamento da Força Maior” disse Daniel Chapo, na abertura da CASP 2025. Ler mais…
A francesa TotalEnergies lidera o projecto da Área 1, na bacia do Rovuma, avaliado em 20,5 mil milhões de dólares.