FRELIMO defende que fracasso da Matchedje Motors não deve travar sonho da indústria automóvel em Moçambique

O partido FRELIMO contesta a ideia de que o encerramento da Matchedje Motors inviabilize o futuro do sector automóvel no país. Para a formação política no poder, as lições deixadas pelo colapso do projecto pioneiro devem servir de base para desenhar novas estratégias e não para desencorajar o investimento privado nesta área.

A posição do partido surge numa altura em que o Executivo liderado por Daniel Chapo autorizou a abertura de um concurso público internacional para encontrar investidores capazes de implantar uma nova linha de montagem de veículos através de parcerias público-privadas. Em conferência de imprensa, na esteira da última sessão ordinária da Comissão Política na capital do país, o porta-voz do partido, Pedro Guiliche, sublinhou que os insucessos do passado não podem servir de fator desmotivador.

“O facto de nós termos tido uma experiência que não foi devidamente bem-sucedida no passado, não pode nos fazer deixar de pensar e sonhar na possibilidade de dar passos maiores”, afirmou Pedro Guiliche. O porta-voz destacou que nenhum modelo de desenvolvimento é estanque e que a ambição nacional de industrialização contínua válida.

A Matchedje Motors, que representou um investimento inicial ambicioso e uma das principais bandeiras económicas do passado, acabou por paralisar as suas actividades devido a desafios estruturais e de viabilidade financeira. Contudo, a FRELIMO argumenta que, com uma abordagem eficiente, sustentável e ajustada à actual realidade de mercado, Moçambique reúne as condições técnicas e financeiras para transformar novamente este sonho em realidade.

O grande repto lançado pelo Presidente Daniel Chapo, segundo o partido, passa por “fazer as coisas de forma diferente para alcançar resultados diferentes”. A nova visão estratégica foca-se na atração de parceiros com solidez financeira comprovada, garantindo que os novos projectos sejam sustentáveis e respondam directamente às reais exigências económicas e de consumo do povo moçambicano.

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