Governo agenda duas novas subidas de combustíveis para Junho e Julho e adverte para aumento drástico

Os moçambicanos devem preparar-se para novos choques nos bolsos já no próximo mês. Fontes do Ministério dos Recursos Minerais e Energia revelaram ao Canal de Moçambique que os preços dos combustíveis vão subir obrigatoriamente nos dias 18 de Junho e 18 de Julho. A primeira subida promete ser drástica porque o Executivo já não consegue travar a pressão do mercado internacional nem reter o aumento de 40 meticais exigido pelas gasolineiras.

O alívio temporário nas tabelas de preços dos combustíveis em Moçambique está prestes a terminar, com o anúncio de duas novas subidas consecutivas já calendarizadas para os meses de Junho e Julho. A informação, avançada por um funcionário superior do Ministério dos Recursos Minerais e Energia ao jornal Canal de Moçambique, coloca em alerta máximo a economia nacional e o bolso dos cidadãos.

De acordo com a fonte governamental, as datas para as próximas actualizações já estão formalmente fixadas para os dias 18 de Junho e 18 de Julho. O funcionário advertiu ainda que a primeira alteração, a ter lugar em Junho, terá um impacto significativamente pesado, classificando a intervenção de forma clara: “E a subida de Junho vai ser muito mais drástica”.

A razão por trás deste agravamento inevitável prende-se com uma estratégia de contenção do Executivo que esgotou por completo o seu limite. Na última revisão de preços operada no mês de Maio, o Governo travou a proposta mais agressiva submetida pelas gasolineiras, que exigiam um aumento imediato de 40,00 meticais por litro de uma só vez para estancar os prejuízos de importação.

A intenção inicial do Executivo era desdobrar e repartir estes 40,00 meticais em subidas graduais e suaves ao longo do tempo, minimizando o impacto directo na vida dos cidadãos. Contudo, a asfixia financeira do sector privado alterou os planos do Ministério.

A forte pressão de alta nos preços do mercado internacional, combinada com as perdas severas que as gasolineiras estão a registar diariamente, inviabilizou por completo um ritmo de aumento mais lento e compassado. Face à iminência de uma crise de desabastecimento público, o ajuste terá de acontecer agora de forma impositiva e impreterivelmente no dia 18 de Junho.

Imagem: DR

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