O Governo, através do Ministério dos Transportes e Logística, anunciou este domingo, 25 de janeiro, a disponibilização de meios de transporte extraordinários para apoiar as populações afectadas pelas cheias que provocaram o corte da Estrada Nacional Número Um (EN1), deixando várias comunidades isoladas, sobretudo na província de Maputo.
De acordo com um comunicado oficial, será realizado um comboio especial de passageiros com partida da cidade de Maputo para Magude, esta terça-feira, 27 de Janeiro, às 09h00. O regresso está previsto para quarta-feira, 28 de Janeiro, à mesma hora. O comboio terá capacidade para transportar até 1.200 passageiros.
Por se tratar de uma operação de emergência, a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) irá aplicar uma tarifa reduzida de 50 meticais por viagem, correspondente a 50 por cento do valor normal do bilhete, com o objectivo de facilitar a mobilidade das populações afectadas.
Adicionalmente, os CFM irão disponibilizar um comboio especial de mercadorias para o transporte de carga essencial. Este serviço parte na quarta-feira, 28 de Janeiro, às 05h00, da estação da Matola Gare, na cidade da Matola, com destino a Magude. O comboio irá rebocar vagões de carga e duas carruagens destinadas aos acompanhantes, estando o regresso previsto para quinta-feira, 29 de Janeiro.
Entretanto, no âmbito das acções de apoio humanitário, o Ministério dos Transportes e Logística informou igualmente a partida, esta segunda-feira, 26 de Janeiro, de uma embarcação a partir da cidade de Maputo, transportando produtos de ajuda humanitária com destino ao porto de Chongoene, na província de Gaza. O regresso da embarcação à capital do país está previsto para quinta-feira, 29 de Janeiro, transportando passageiros.
A embarcação tem capacidade para 150 passageiros e será aplicada uma tarifa social no valor de 300 meticais, visando garantir o acesso ao transporte em contexto de emergência humanitária.
As medidas enquadram-se nos esforços do Governo para mitigar os impactos das cheias e assegurar a circulação de pessoas e bens nas zonas afectadas.
Imagem: CFM