A ministra das Finanças, Carla Loveira, reafirmou o compromisso do Governo em promover reformas que acelerem a digitalização financeira no País.
Falando esta quarta-feira (17), na terceira edição da Conferência Mozambique Banking, Financial, Insurance – BFSI, Loveira afirmou que o Governo continuará a “garantir um ambiente macroeconómico estável, um quadro regulatório equilibrado e instituições sólidas, criando condições propícias à inovação financeira com segurança e previsibilidade”.
Na ocasião, a governante apresentou a visão do Governo para os próximos 20 anos, patente na Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE 2025-2044), cujo pilar fundamental é a transformação estrutural da economia por meio da inovação, tecnologia e digitalização.
A fonte destacou reformas recentemente aprovadas. Entre elas, a Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF 2025‑2031); o Aviso que estabelece directrizes para o acesso equitativo a produtos e serviços financeiros e a Lei que cria a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões de Moçambique.
Por sua vez, a CTA reiterou o apoio ao sector privado, incentivando investimento, inovação e conhecimento, desde que haja alinhamento estratégico e coordenação institucional.
De acordo com o vice‑presidente da CTA, Onório Manuel, apontou três pilares para impulsionar a digitalização financeira em Moçambique: “Eficiência económica – reduzir custos e burocracia mediante a digitalização de serviços; Inclusão económica real – tornar produtos digitais acessíveis a mulheres, jovens, operadores informais e populações rurais; Competitividade e integração regional – avançar na implementação do Protocolo de Comércio Digital da Zona de Comércio Livre Continental Africana, exigindo interoperabilidade, certificação electrónica, digitalização de fronteiras e infraestruturas digitais robustas.
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